“Prazer, Zezé!” estreia no Sesc 14 Bis e revisita a trajetória de uma das maiores artistas do Brasil
Musical percorre seis décadas da carreira de Zezé Motta, da juventude ao protagonismo histórico no cinema, na televisão, na música, no teatro e no ativismo cultural
Foto: Priscila Prade
Zezé Motta é uma referência central da cultura brasileira contemporânea. Mais do que atriz e cantora, é uma artista que ajudou a abrir caminhos e a ampliar possibilidades de existência para mulheres negras nas artes do país. Sua trajetória foi construída em diálogo permanente com seu tempo, enfrentando limites impostos pelo mercado e pelo imaginário social. Transformou presença em linguagem, voz em afirmação e corpo em cena. Essa história ganha forma em “Prazer, Zezé! O musical”, que estreia no Teatro Raul Cortez, no Sesc 14 Bis, em São Paulo.
“O ponto de partida foi pensar que a trajetória da Zezé não cabe em um retrato confortável. A história dela é a de uma artista que precisou disputar cada espaço em um país que sempre naturalizou a exclusão de corpos negros dos lugares de protagonismo. O musical nasce deste embate entre desejo, talento e estruturas que tentam limitar quem pode ocupar o centro da cena”, afirma a diretora artística Débora Dubois.
Foto: Priscila Prade
A montagem percorre seis décadas de atuação pública e criação artística. Da juventude em Campos dos Goytacazes, no interior do Rio de Janeiro, à formação no Teatro Escola Tablado. Do impacto de “Roda Viva”, sob direção de Zé Celso, à projeção nacional com “Xica da Silva”, no cinema de Cacá Diegues. Da consagração popular como cantora e atriz à construção de uma identidade que nunca se moldou ao olhar alheio.
Não se trata de uma narrativa linear. O texto articula episódios, embates, conquistas, quedas e retomadas, compondo o retrato de uma mulher que precisou abrir espaço onde não havia lugar garantido.
Em cena, Larissa Noel interpreta Zezé Motta em diferentes fases da vida. O elenco reúne 11 intérpretes, acompanhados por uma banda de oito músicos, integrando música e teatro ao vivo. A trilha inclui canções associadas à trajetória da protagonista e ao período histórico retratado, como “Senhora Liberdade”, “Tigresa” e “Muito Prazer, Zezé”. A direção musical é de Cláudia Elizeu, direção de arte de Billy Castilho, coreografia de Tainara Cerqueira e Priscila Borges, figurino de Lena Santana e desenho de luz de Wagner Pinto.
Foto: Priscila Prade
Com idealização e dramaturgia de Toni Brandão e direção artística de Débora Dubois, “Prazer, Zezé! O musical” afasta-se da lógica da celebração protocolar. O espetáculo propõe um olhar crítico sobre a trajetória de uma mulher negra que construiu relevância artística em um campo cultural atravessado por desigualdades estruturais. Poder, racismo, desejo, contradição e permanência estruturam a encenação.
Produção da Gávea Filmes, “Prazer, Zezé! O musical” é realizado pelo Ministério da Cultura e Sesc São Paulo, com patrocínio do Bradesco Seguros, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura.
FICHA TÉCNICA
Idealização e dramaturgia: Toni Brandão
Direção artística: Débora Dubois
Direção musical: Cláudia Elizeu
Direção de arte: Billy Castilho
Elenco: Larissa Noel, Anastácia Lia, Arthur Berges, Adriano Tunes, Fernando Rubro, Luciana Ramanzini, Luciana Carnieli, Hipólyto, Maria Antônia Ibraim, Zoara Sacchi e Will Sancar
Banda: Dan Motta - Maestro/Teclado, Ana Magalhães - Percussão 1, César Roversi - Sax, Flauta e Clarinete, Gabi Gonzalez - Guitarra, Juliana Silva - Trompete, Karol Preta - Bateria, Priscila Borges - Percussão 2 e Rafael Gomes - Contrabaixo
Figurinos: Lena Santana
Desenho de Luz: Wagner Pinto
Coreografia: Tainara Cerqueira e Priscila Borges
Produção de elenco: Giselle Lima
Direção de produção: Bianca De Felippes
Produção: Gávea Filmes
Apresentado por: Bradesco Seguros
Realização:Sesc São Paulo e Ministério da Cultura
Assessoria de Imprensa: Ofício das Letras - Adriana Monteiro
PRAZER, ZEZÉ! O MUSICAL
Foto: Priscila Prade
Temporada: De 20 de março a 21 de abril
Horário: Quintas, às 15h e 20h | Sextas e sábados, às 20h | Domingos e feriados, às 18h
Local: Rua Dr. Plínio Barreto, 285 – 2º andar – Bela Vista
Ingressos: R$ 70,00 (inteira) | R$ 35,00 (meia) | R$ 21,00 (credencial plena)
Classificação: 12 anos
- Sessões Extras: Dia 01 de abril (quarta), às 20h | Dia 21 de abril (terça), às 20h
- Não haverá sessão no dia 03 de abril
- Sessões com tradução em Libras: De 09 a 12 de abril (Quinta, às 15h e 20h | Sexta e Sábado, às 20h | Domingo, às 18h)
- Sessões com audiodescrição: Dia 11 de abril, às 20h | Dia 12 de abril, às 18h
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